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Eduardo Souto de Moura: arquitetura enraizada no lugar
11 de Agosto, 2026

A arquitetura de Eduardo Souto de Moura combina formas rigorosas com uma atenção persistente ao território, aos materiais e ao tempo. As suas obras evitam uma linguagem universal aplicada de forma indiferente; cada projeto procura responder à topografia, à construção existente e à cultura material do lugar.
Nascido no Porto em 1952, começou por estudar escultura na Escola de Belas-Artes do Porto antes de se orientar para a arquitetura. Trabalhou com Álvaro Siza durante a formação e estabeleceu o seu próprio atelier em 1980. Ao longo da carreira desenvolveu habitação, equipamentos culturais, infraestruturas e intervenções em edifícios históricos.
O reconhecimento internacional inclui o Prémio Pritzker de 2011, o Prémio Wolf de Artes em 2013, o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza em 2018 e o Praemium Imperiale em 2025. Estes prémios destacam uma obra em que precisão construtiva e serenidade espacial não eliminam a complexidade, mas a tornam legível.
